quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Abandono de postos de saúde revolta moradores de Lago Verde

Moradores de Lago Verde denunciam o abandono de unidades básicas de saúde em povoados do município e cobram providências do poder público. A situação tem gerado revolta, principalmente nas comunidades de Alto da Fumaça e Santa Luzia, onde obras e estruturas de saúde estão paralisadas ou em completo estado de abandono há anos.

No povoado Alto da Fumaça, a obra do posto de saúde se arrasta há quase quatro anos. Apesar de os recursos já terem sido liberados e constarem no orçamento, o que se vê no local é uma construção inacabada, tomada pelo mato e sem qualquer avanço recente. Para os moradores, a paralisação representa o descaso com um direito básico da população.

A situação é ainda mais grave no povoado Santa Luzia, considerado o maior do município. De acordo com os relatos, o posto de saúde está abandonado há cerca de cinco anos, período que coincide com o início da gestão do prefeito Alex Almeida. O prédio encontra-se em condições precárias, deteriorado e sem funcionamento adequado, deixando a comunidade sem atendimento médico digno.

Atualmente, o atendimento de saúde estaria funcionando de forma improvisada em uma casa alugada há cerca de três anos.

A denúncia ganha ainda mais repercussão pelo contraste apontado pelos moradores: enquanto a população enfrenta dificuldades no acesso à saúde, o prefeito mantém uma propriedade de alto padrão no povoado Santa Maria, próximo às comunidades afetadas. Para os moradores, a imagem simboliza a desigualdade entre o luxo particular e o abandono dos serviços públicos.

A população cobra respostas e providências imediatas. “O dinheiro público deve servir para cuidar das pessoas”, afirmam os moradores, que pedem respeito e investimentos urgentes na saúde pública do município. O apelo é direto: Lago Verde quer e precisa de saúde.



Deputado Edson Júnior movimentou R$ 18 milhões em 6 meses

 

Um deputado estadual maranhense do PSB, acusado de ameaçar o vice-presidente da CPMI do INSS, movimentou mais de R$ 18 milhões em apenas seis meses, no começo de 2025. O deputado Edson Júnior (PSB-MA) é vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquacultura (CBPA), uma das entidades investigadas na farra do INSS.

As informações sobre a movimentação financeira de Edson Júnior foram enviadas pela Receita Federal à CPMI do INSS, após o colegiado aprovar a quebra do sigilo fiscal dele em novembro do ano passado. Na ocasião, a CPMI também aprovou a convocação de Edson.

O deputado estadual foi alvo da quarta fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), deflagrada no dia 13 de novembro passado.

A movimentação financeira de Edson Júnior está dividida entre diversas contas, tanto correntes quanto de investimentos. A maior delas movimentou pouco menos de R$ 5 milhões nos primeiros seis meses de 2025.

Por outra conta, passaram R$ 928,9 mil – o valor dos créditos é praticamente igual ao dos débitos. Ambas as contas são de uma agência do Banco do Brasil no bairro Olho d’Água, bairro nobre de São Luís (MA).

A movimentação é incompatível com a renda de Araújo como deputado estadual – em dezembro de 2025, ele recebeu R$ 25,3 mil líquidos da Assembleia Legislativa do Maranhão.

O montante também não é compatível com outros investimentos que ele possa ter. Nas eleições de 2022, ele declarou R$ 939,5 mil em bens, incluindo aplicações financeiras de R$ 544,5 mil. (Do Metrópoles)

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

OAB aciona Justiça para decretar prisão de falso advogado em Buriticupu

 

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão, por meio da Subseção de Buriticupu, ingressou com pedido na Justiça para que seja decretada a prisão preventiva de um homem acusado de se passar por advogado e aplicar golpes em moradores do município. O investigado foi autuado pela Polícia Civil por exercício ilegal da profissão, mas acabou sendo liberado após a lavratura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), decisão que motivou a reação da entidade.

Segundo a petição apresentada à 2ª Vara da Comarca de Buriticupu, o homem identificado como Lucas dos Santos Ferreira mantinha um suposto escritório de “advocacia e consultoria”, utilizava redes sociais para se apresentar como especialista em Direito Previdenciário e cobrava honorários de clientes, mesmo sem possuir registro na OAB.

A diligência policial que resultou na autuação foi realizada após solicitação formal da OAB. Durante a ação, os policiais constataram que o investigado estava em plena atividade, atendendo clientes e oferecendo serviços jurídicos. Apesar disso, a autoridade policial optou por enquadrar o caso apenas como contravenção penal, liberando o suspeito mediante assinatura de termo de compromisso.

Para a OAB, no entanto, a conduta vai muito além do exercício ilegal da profissão. No pedido encaminhado ao Judiciário, a entidade sustenta que há indícios de estelionato, falsidade ideológica e falsa identidade, crimes cujas penas somadas ultrapassam o limite previsto para infrações de menor potencial ofensivo, o que afastaria a competência do Juizado Especial Criminal.

A Ordem também argumenta que a liberdade do investigado representa risco à ordem pública, à instrução do processo e à aplicação da lei penal. Conforme o documento, solto, ele pode continuar enganando vítimas, destruir provas, intimidar pessoas lesadas ou até deixar a comarca para escapar de eventual responsabilização criminal.

Diante disso, a OAB requer que o processo seja remetido a uma Vara Criminal comum e que seja decretada a prisão preventiva do investigado. De forma alternativa, caso a prisão não seja concedida de imediato, a entidade pede a aplicação de medidas cautelares, como a proibição de contato com as vítimas, o impedimento de frequentar o local onde funcionava o suposto escritório e a suspensão de qualquer atividade relacionada à consultoria jurídica ou contábil.

O caso agora aguarda manifestação do Ministério Público e decisão do Poder Judiciário sobre os pedidos apresentados.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Prefeito Alex Almeida é criticado por abandono e demolição de escolas em Lago Verde

No município de Lago Verde e em seus povoados, a realidade da educação pública tem sido marcada por abandono e falta de resultados. Diversas unidades escolares foram demolidas e outras permanecem inutilizadas, sem que, ao longo de quatro anos, tenha sido entregue sequer uma nova sala de aula à população.

Apesar de obras terem sido licitadas, os recursos públicos acabaram sendo direcionados para outras finalidades. Em vários pontos do município, o que se vê são prédios inexistentes, construções paralisadas e terrenos vazios onde deveriam funcionar escolas, cenário que tem gerado indignação entre moradores.

A situação afeta diretamente crianças e jovens, que seguem sem acesso a uma estrutura adequada para estudar. Enquanto isso, a gestão do prefeito Alex Almeida recebeu mais de 40 milhões de reais em apenas um ano, valor que, segundo críticas locais, não resultou em avanços concretos na área educacional.

Integrantes do próprio grupo político do prefeito afirmam que a administração tem concentrado esforços em articulações políticas para se manter no poder. O contexto se torna ainda mais delicado diante da existência de processos de cassação em tramitação na Justiça Eleitoral.

Diante desse quadro, crescem os questionamentos sobre a destinação dos recursos públicos e a falta de prioridade dada à educação, deixando uma geração inteira de estudantes prejudicada pela ausência de obras concluídas e pela descontinuidade de políticas educacionais.



Olho d'Água das Cunhãs vira alvo do GAECO após suspeita de desvio milionário na coleta de lixo

  

O Ministério Público do Maranhão abriu oficialmente um Inquérito Civil para investigar um possível esquema de corrupção e improbidade administrativa envolvendo a coleta de lixo no município de Olho d'Água das Cunhãs. A decisão foi assinada no dia 13 de janeiro de 2026 pelo promotor de Justiça Crystian Gonzalez Boucinhas, após a entrada de um relatório do GAECO, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado.

A investigação envolve a empresa AGECOM Empreendimentos e Construções Ltda, contratada pela Prefeitura para executar os serviços de coleta e tratamento de resíduos sólidos. Segundo o Ministério Público, além de irregularidades graves na qualidade do serviço e nas condições de trabalho dos garis, o relatório do GAECO revelou movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica da empresa, incluindo o recebimento de R$ 1.520.927,76 em recursos públicos do município.

O ponto mais explosivo do relatório é a identificação de um repasse de R$ 619.310,00 feito pela própria empresa AGECOM para uma servidora pública municipal de Olho d'Água das Cunhãs. Para o Ministério Público, esse tipo de transferência direta de uma empresa contratada pelo poder público para uma agente pública é um indício clássico de corrupção, podendo configurar pagamento de propina, favorecimento ilegal ou lavagem de dinheiro.

Diante da gravidade dos fatos, o promotor determinou que a Prefeitura apresente, em até 10 dias, cópias integrais de todas as licitações, contratos, aditivos, notas fiscais, comprovantes de pagamento, extratos bancários e relatórios de fiscalização relacionados à contratação da AGECOM. O Ministério Público já alertou que, caso haja resistência ou omissão, poderá adotar medidas judiciais contra os responsáveis.

O caso agora entra na fase de Inquérito Civil, que pode resultar em ações por improbidade administrativa, bloqueio de bens, afastamento de agentes públicos e até processos criminais. O escândalo coloca Olho d'Água das Cunhãs no centro de uma das investigações mais graves do interior do Maranhão neste início de período pré-eleitoral, com potencial de desdobramentos políticos e judiciais de grande impacto nos próximos meses.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Grave acidente na BR-226 deixa duas vítimas fatais entre Barra do Corda e Presidente Dutra

 

Um grave acidente de trânsito foi registrado nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira, na BR-226, no trecho entre os municípios de Barra do Corda e Presidente Dutra. A colisão envolveu uma carreta e um caminhão, mobilizando equipes de resgate.

De acordo com as primeiras informações, duas pessoas morreram ainda no local do acidente e outras vítimas ficaram gravemente feridas. Elas foram socorridas e encaminhadas em estado grave para o Hospital Socorrão, onde recebem atendimento médico.

Informações preliminares apontam que um dos veículos envolvidos pertence a uma médica de Barra do Corda, que viajava acompanhada da mãe. Infelizmente, a mãe não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. O marido da médica seguia logo atrás, em outro veículo, acompanhado das filhas, e presenciou a tragédia.

As causas do acidente ainda serão investigadas pelas autoridades competentes. A Polícia Rodoviária Federal esteve no local para controlar o tráfego e realizar os procedimentos necessários.

terça-feira, 19 de agosto de 2025

Suspeitas em Lago dos Rodrigues: leilão do ex-prefeito Valdemar da Serraria é alvo de críticas por valores muito abaixo do mercado

O ex-prefeito de Lago dos Rodrigues, Valdemar da Serraria, deixou um episódio polêmico no encerramento de sua gestão: a realização de um leilão público de veículos e máquinas pertencentes ao município. O certame, realizado em julho de 2024, chamou a atenção pelos preços extremamente baixos de equipamentos que, segundo relatos, não estavam sucateados nem inutilizáveis.

Entre os lotes, tratores, retroescavadeiras e até veículos leves foram arrematados por valores entre R$ 2.000,00 e R$ 10.000,00, quando o preço de mercado de uma máquina agrícola usada dificilmente sairia por menos de R$ 80 mil a R$ 120 mil. Um exemplo claro é a retroescavadeira JCB, que foi ofertada por apenas R$ 60 mil, enquanto no mercado o valor médio ultrapassa os R$ 200 mil. Outro caso é o de ônibus e caminhões que saíram por R$ 2 mil a R$ 3 mil, valores considerados simbólicos.

O atual prefeito, Didi Moita, afirma que, além da suspeita de preços “muito abaixo do custo real”, o município não recebeu sequer o valor arrecadado oficialmente com o leilão. Ele vai além: segundo relatos, parte dos veículos leiloados ainda estaria estacionada no pátio da casa do ex-prefeito Valdemar da Serraria, levantando a hipótese de que “laranjas” tenham sido usados para arrematar os bens, que na prática continuariam em posse do antigo gestor.

A situação levanta questionamentos graves sobre a legalidade e a lisura do processo, já que 14 veículos e máquinas foram vendidos por valores que, somados, não comprariam sequer uma máquina nova de grande porte. Diante disso, cresce a expectativa de que o Ministério Público investigue o caso, para apurar se houve prejuízo ao patrimônio público e possível favorecimento no leilão.